EMPREGO DE BIOMASSA DE Nostoc commune EM ALFACE COMO BIOFERTILIZANTE ALTERNATIVO À ADUBAÇÃO QUÍMICA
Palavras-chave:
Nitrogênio, Biotecnologia, Cianobactérias, Recursos renováveis, SustentabilidadeResumo
O crescimento constante da população global e a exaustão dos recursos naturais de energia apresentam uma ameaça iminente para a satisfação das necessidades ambientais, de alimentos e de energia de forma sustentável. Nesse cenário, a busca por alternativas econômicas e ambientalmente amigáveis aos fertilizantes químicos comerciais, que não apenas contribuem significativamente para a poluição, mas também levantam preocupações em relação à saúde humana e animal, tem ganhado destaque. A biofertilização surge como uma opção altamente viável, oferecendo sustentabilidade e aproveitando recursos naturais. O uso de algas como biofertilizantes é um campo de estudo em crescimento, prometendo soluções notáveis a curto prazo. Entre esses organismos fotoautotróficos, as cianobactérias fixadoras de nitrogênio atmosférico, em particular do gênero Nostoc, apresentam-se como as mais promissoras. Sua capacidade de converter nitrogênio atmosférico em uma forma absorvível e utilizável pelo metabolismo das plantas, o NH4, torna-as altamente atraentes. Este estudo concentrou-se na avaliação do potencial do uso de biomassa de cianobactérias do gênero Nostoc, produzida em biorreatores, como biofertilizante no cultivo de alface (Lactuca sativa). Foram testadas três dosagens crescentes em comparação com um grupo controle. Superar as dificuldades de isolamento da cepa e eliminar contaminações exigiu a exploração de várias técnicas, cujos métodos mais eficazes são detalhados neste artigo, assim como as técnicas de produção em larga escala usando biorreatores e a preservação por liofilização. A análise estatística, realizada de acordo com os pressupostos da Anova, confirmou a eficácia do uso desses microrganismos como biofertilizantes. Além disso, identificou a quantidade adequada e os níveis de eficiência. Surpreendentemente, a menor dosagem testada, correspondente a 25% de biomassa, demonstrou atender às demandas nutricionais das plantas, impulsionando seu crescimento. Esse resultado, até então escasso na literatura, revela um avanço significativo nas aplicações práticas de cianobactérias, particularmente do gênero Nostoc, como biofertilizantes.

